Largo dos Leões vai ganhar Videoclipe

January 27th, 2012

Largo dos Leões vai ganhar VIDEOCLIPE

Nesse maravilhoso mês de fevereiro, quando o patrão é o pandeiro, gravaremos o segundo clipe do disco “Alegria Compartilhada”. A música escolhida é “Largo dos Leões”.

Além dessa música ser muito forte, há um outro motivo óbvio pra produzir esse clipe agora: O Carnaval

Essa festa maravilhosa, profana, polêmica e (porque não?) divina.

Produzido em parceria com nossos camaradas do Estudio Berinjela , o clipe vai mostrar o carnaval carioca, seus cenários, personagens, sentimentos e detalhes em linguagem e fotografia poética.

Nós participaremos do clipe fazendo o que fazemos todos os anos: Brincando e pulando o carnaval com fantasia e alegria.

Se você estiver pelo rio e cruzar com a gente em um bloco, vem no clima.

Abraços!

 

 

Eu não inventei nada. Já estava tudo alí. Joan MIRÓ

January 18th, 2012

Entrando de chinelos no Século XXI

January 17th, 2012

E passando o som com “Tropicália Digital”.

 

Foi durante os preparativos para o show no Festival Planeta Atlântida em Florianópolis-SC

Feliz Ano Novo a todos! Muita paz e saúde!

 

Alegria Compartilhada no Sem Censura

September 8th, 2011

No mês de agosto tivemos o prazer de participar do programa “Sem Censura”, um clássico da Tv Brasileira.

Ao vivo para todo o país, fomos entrevistados pela incrível e simpaticíssima Leda Nagle.

Falamos sobre o disco “Alegria Compartilhada”, a caminhada independente no mercado fonográfico e as novas formas de consumo e tráfego de arte na era da informação digital.

Confira!

Abraços!

Alegria Compartilhada AO VIVO no Estúdio OI NOVO SOM

August 17th, 2011

No dia 3 de Agosto de 2011 tivemos o prazer de mostrar  o “Alegria Compartilhada”  em uma apresentação com banda completa no Estúdio Oi Novo Som.

Contando com sopros, percussão, suingue e muito “delay”, o resultado mostra como está nossa performance ao vivo nesse momento tão feliz em nossas vidas.

Além das músicas do “Alegria”, deixamos registrada também nossa versão para o clássico do mestre Tim Maia “Imunização Racional”.

Muito agradecidos ao amigo e apresentador Nando Carpan, e a todos os camaradas no Estúdio Oi Novo Som.

Você confere todas as músicas aqui:

Abraços!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quem Vai Vai e vamo que vamo!

July 29th, 2011

Essa semana o clipe “Quem Vai Vai” estreiou oficialmente em 2 dos maiores canais de Tv e música do Brasil mostrando um ponto de vista natural sobre a morte e fazendo um verdadeiro chamado para a vida.

Fomos a São Paulo para apresentar e falar um pouco sobre “Quem Vai Vai” e o “Alegria Compartilhada” na MTV e na MIX TV. As entrevistas fluíram maravilhosamente.

Agora contamos com a ajuda de todos para pedir com força o clipe nessas emissoras, valorizando a música independente brasileira e , é claro, o trabalho do Forfun. Aqui estão os links pra nós largarmos o dedo em “Quem Vai Vai”:

TOP 10 MTV

http://mtv.uol.com.br/programas/top10/vote

TOP MIX TV

http://www.mixtv.com.br/topmix/

Se você não viu o clipe e as entrevistas, antene-se:

http://mtv.uol.com.br/ondemand/programas/acesso-mtv

http://www.mixtv.com.br/playermixtv/index.php

Forte abraço e vamo que vamo!

Uma Noite Mágica

July 26th, 2011

Foi uma noite mágica. 23 de Julho de 2011. Lapa, Rio de Janeiro, Brasil. Circo Voador.

Lançamento do disco “Alegria Compartilhada”, casa cheia, quase 2 mil pessoas, muita celebração, dança, música e alegria.

Sinceramente, faltam palavras para agradecer a todos os presentes e à vida por essa incrível oportunidade.

Gratidão! Gratidão! Gratidão!

Pra quem não esteve lá ter uma idéia, selecionamos alguns registros em fotos, vídeo e texto.

As fotos por Marcio Isensee, o vídeo da transmissão ao vivo que fizemos e o texto da resenha de Allex Machado para o conceituado blog  “Tenho Mais Discos que Amigos”.

Resenha:

http://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2011/07/25/resenha-forfun-no-circo-voador-rio-de-janeiro/

Fotos:

http://www.facebook.com/media/set/?set=a.10150721426400352.713979.288215670351&type=1

Vídeo:

http://www.ustream.tv/recorded/16205926

 

Beijos e Abraços!

!!!

July 23rd, 2011

De todas as partes viemos.

Coração aberto. Alma transbordando.

Para cantar e dançar sem saber o motivo.

Cada um tem seu drama e carrega sua cruz.

Mas hoje as angústias sumiram.

Gratidão! Gratidão! Gratidão!

Um só coração!

Alegria Compartilhada!

 

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July 23rd, 2011

 

Gostaríamos de convidar  todos vocês para compartilhar suas emoções, vozes e abraços amanhã conosco.

A Celebração terá início às 20:00 com a exibição do documentário Home e suas estonteantes imagens ao som do grande Selecta Conecta na direção musical.

Quem não é do Rio, ou não vai poder ir ao show, também é nosso convidado. Vamos transmitir ao vivo no link abaixo a partir das 22:00

www.forfun.art.br/aovivo

Lembrando que é só pegar a filipeta do show que paga meia entrada. Teremos dois divulgadores lá na Lapa é só procurá-los.

 

“Alegria Compartilhada” Release 2011 por Alexandre Matias

July 4th, 2011

O que há num nome? “Forfun”, à primeira vista, parece adolescente e efêmero, “para diversão”, uma tagline redundante para rotular uma banda carioca que passeava pelas praias do hardcore californiano. O termo também poderia ser entendido quase como uma paródia de bandas que fazem sucesso graças à web, um nome genérico em inglês que poderia ter sido inventado pelo South Park ou pelo Alan Sieber, com ironia escorrendo pelos cantos da boca. Olhado à distância, o Forfun parece ser só isso. Mas todo átomo esconde um universo.

E todo universo vive em expansão. Há uma transformação constante que vem acontecendo na carreira da banda que não é só fruto de uma única mudança, a brusca guinada que foi o segundo disco -, Polisenso, que já tinha sido um salto desde os tempos em que ser descoberta e produzida pelo produtor Liminha era um dos grandes diferenciais da banda dentro de uma nova cena que apareceu no início dos anos 00, os emos. Foi a partir de Polisenso que o grupo passou a mexer-se para longe da pura diversão que parecia ser seu lema desde o início. “Éramos moleques com 18 anos cantando as aventuras adolescentes, cotidiano praiano e outros temas hoje superficiais, mas que na época eram extremamente sinceros”, lembra Vítor Isensee, guitarrista e tecladista da banda, lembrando da época em que lançaram seu primeiro disco, Teoria Dinâmica Gastativa, em 2004.

“Com o tempo, fomos abrindo a porta para outras influências e no segundo disco começamos a misturar quatro estilos – reggae, funk, rock e rap -, enquanto as letras abordavam um lado mais espiritual”, continua o guitarrista e vocalista Danilo Cutrim.  “O primeiro disco tinha muito punk rock, mas no segundo começamos a misturar mais coisas diferentes”, completa o baixista e também vocalista Rodrigo Costa. O timbre vocal dos três instrumentistas, muito parecidos, talvez seja a principal assinatura musical do grupo.

Polisenso foi uma guinada radical para a sonoridade e estética do grupo. Para o terceiro disco, o desafio seria levar essa evolução para outro patamar. Mas em vez de partir para a esquizofrenia sonora de vez, resolveram lapidá-la. E para isso chamaram um dos nomes mais importantes na atual produção brasileira, o paulistano Daniel Ganjaman. Integrante do coletivo Instituto, ele é o responsável por ter lançado as carreiras dos rappers Sabotage e Criolo para um público maior, além de ter produzido trabalhos de nomes tão diferentes como Mano Brown, Forgotten Boys, Curumin e tocado ao lado do Planet Hemp e na banda de Otto. E, como se não bastasse, é um tecladista e vocalista de primeira. Com trânsito em todas as alas da atual música pop nacional, Ganjaman era o nome ideal para expandir ainda mais o horizonte da banda, mas sem que ela se perdesse em divagações vazias ou maluquices sem rumo.

Mas mesmo com a presença inconfundível de Ganjaman, o novo trabalho só poderia ser da banda carioca – e é mais que uma continuação de Polisenso, mas uma depuração. Alegria Compartilhada, portanto, abre com a faixa que o batiza e que já começa a misturar as referências básicas do grupo, novidade no disco anterior, umas com as outras – num reggae metal com arranjo com toques de soul. “Quem Vai, Vai” segue pela mesma trilha e começa a realçar as referências brasileiras com o riff de samba rock e o naipe de metais ainda na introdução. As duas primeiras faixas explicitam os pilares que seguram o álbum – um reggae pesado e a música brasileira, ambos envoltos por arranjos com timbres de black music e texturas eletrônicas. “A Garça” reúne essas duas colunas centrais ao descrever um Rio de Janeiro sem juízo de valores, usando os olhos do pássaro para apenas registrar o comportamento humano.

A partir de “Cosmic Jesus” essas referências começam a se misturar cada vez mais, e não apenas em uma música ou outra, mas também dentro da mesma música. As letras também perdem o aspecto contemplativo e espiritual e partem para uma psicodelia de ficção científica parente das letras de Chico Science, que usa termos científicos ou técnicos para descrever paisagens naturais: “O reino vegetal já coloria a ciclovia / Inspirando e exalando a pulsação da massa / E lúcido diante da rica topografia / Sentiu a teia viva entrelaçada pela graça”, canta a letra antes do rapper Black Alien entrar e expandir ainda mais os limites do disco.

“Descendo o Rio” baixa a bola e põe os pés no chão numa balada que faz a ponte entre Lulu Santos e Skank, mas “Tropicália Digital” retoma a expansão de “Cosmic Jesus” enfileirando rótulos de um novo tropocalismo, que entra de chinelos no século XXI. “Cada um com seu cada um, cada macaco no seu galho / Unidade coletiva, ”way of life” solidário / Mutatis Mutandis, rapaziada tá voando / Depois da chuveirada fico aqui elocubrando / Sobre a vida, sobre a morte, sobre a conta no vermelho / As profundezas do espaço, e quem enxergo no espelho / Metáfora nenhuma explicará”, canta Vitor numa letra que ainda cita tsunami, Wikileaks, Rivotril, rolimã, arquipélagos e o olho de Thundera sobre uma base que é descendente direta do disco “BloodSugarSexMagik”, do Red Hot Chili Peppers e sampleia tanto “Alalaô” quanto o engraxate doidão que foi hit no YouTube ao responder, após perguntado sobre drogas, que “quem gosta, gosta, quem não gosta, curte”.

“Dissolver e Recompor” traz de novo o disco para a superfície do planeta, num reggae que interliga tarefas domésticas com o sentido da vida. “Largo dos Leões” é um achado – um reggae tradicional com forte influência do dub e do samba que celebra a cultura dos blocos de carnaval no Rio de Janeiro, citando-os um a um, numa música que pode entrar no imaginário carioca justamente por trazer a lembrança dessa época para o resto do ano. “Minha Jóia” segue pela Jamaica numa bela balada de amor.

“Passados 10 anos de banda e com todos os quatro se aproximando dos 30 anos, acredito que esse disco apresenta a leveza de quem não se preocupa com a ruptura de conceitos pré estabelecidos, como se propunha intuitivamente nosso trabalho anterior. Mas, ao mesmo tempo, também apresenta com naturalidade a maturidade de quatro adultos que têm mais clareza daquilo que são e daquilo que buscam ser”, emenda o baterista Nicolas Christ.

“Essa leveza observa-se tanto nas letras, que flertam com a beleza das pequenas coisas do cotidiano, como a vida de uma garça ou como uma faxina na casa que reflete uma faxina na vida, quanto no ritmo, melodia e harmonia. O disco é bastante dançante com influências que variam de Jorge Ben a Sade. Vale ressaltar que é um disco com maiores pitadas de brasilidade”, continua o baterista, o único dos quatro a encarar a câmera, na foto do grupo no encarte do disco, que é ilustrado, assim como a capa, pela artista plástica Nelma Guimarães, cuja psicodelia naïf se encaixa feito uma luva na sonoridade do grupo – colorido e tribal, caleidoscópico e roots. Adjetivos que se encaixam também em uma das faixas centrais do disco, a transcendente “A Morada”, que equilibra os lados espiritual e rotineiro da banda em uma bucólica balada de rock progressivo.

O clima volta a ficar para cima quase no fim do disco. “Quando a Alma Transborda” volta à tropicália digital do Jesus Cósmico em um andamento quebrado de uma faixa que funde timbres e remonta aos clássicos do funk metal do início dos anos 90 – Faith No More é uma referência instantânea, mas com o filtro bem abrasileirado. A música cita nomes que delimitam intelectualmente o grupo: Yuri Gagarin, Chico Science, Tom Jobim, Santos Dumont, Lévi-Strauss, Maradona, Mandela, Neruda, Milton Santos. “Pra Sempre” encerra Alegria Compartilhada em tom de oração – mas uma oração forfun, que mistura psicodelia e espiritualidade na medida em que a pulsação da música cresce.

Alegria Compartilhada, como o disco anterior, foi liberado para download antes que o CD sequer tivesse chegado da fábrica. A inestimável presença online do grupo garantiu que mais de 100 mil pessoas conseguissem tirar o site da banda do ar, no final de abril, e a apreensão dos fãs em relação ao disco fez que o nome do álbum se tornasse trending topic no Twitter nacional por quase quatro dias seguidos. Em menos de um mês, foram 200 mil downloads, uma média que pode superar rapidamente a de vezes que foi baixado o disco anterior, 800 mil em dois anos e meio.  E a reação dos fãs em relação ao disco foi instantânea, como se o grupo tivesse mesmo fisgado um nervo do zeitgeist mundial que passa pelo Brasil, com um ponto central no Rio de Janeiro.

É nessa onda de energia que o Forfun hoje surfa. Com fãs empolgados o suficiente para dar-lhes o aval para mostrar o rumo, os quatro cariocas abandonam a diversão pura e simples, rápida e passageira para incluí-la dentro de uma sensação que harmoniza paz e, claro, alegria. E assim o nome do grupo ganha um sentido ainda mais amplo. E duradouro.

Alexandre Matias
Maio de 2011